CONSUMO EM 2018: TENDÊNCIAS GLOBAIS


O ano de 2017 foi de muita economia e calmaria para os consumidores e lojistas, no entanto, os especialistas do assunto já lançaram 10 Tendências Globais de Consumo, onde o cenário é de uma economia global mais forte onde os gastos dos consumidores devem, mesmo que gradativamente,  retomar patamares igualmente mais robustos como anos anteriores.

Porém quando falamos no comportamento do consumidor sabe-se que as mudanças de comportamento e atitude continuarão a ser um fator de multi ações nos negócios. Sem contar que a tecnologia mobile, e a acessibilidade da internet possuem papel fundamental em influenciar as preferências dos consumidores.

Confira uma prévia das tendências e perfis de consumidores, para você consumidor ver onde se encaixa e você empreendedor quais ações estratégicas planejar:

VIDA LIMPA: adotar um estilo de vida “clean” e mais minimalista, no qual moderação e integridade são palavras-chave. A geração “straight edge” é relevante entre os que têm de 20 a 29 anos, tiveram acesso à educação superior e cresceram em meio a fortes recessões econômicas, terrorismo e turbulências políticas. Essa geração adotou uma visão de mundo mais ampla que as gerações anteriores.

OS INQUILINOS: Uma nova geração preocupada com a comunidade, que prefere o aluguel e as assinaturas, está reformulando a economia, fazendo do consumo ostentação uma coisa do passado. A rejeição da posse material em prol das experiências e um estilo de vida mais livre, que vem caracterizando os hábitos de compras dos consumidores "millennials" nos últimos anos, é uma tendência que continua a se desenvolver e se espalhar pelo mundo.

CULTURA DA REIVINDICAÇÃO: Seja colocando suas reclamações no Twitter, espalhando mensagens virais pelas redes sociais ou participando de petições online, consumidores estão dando voz às suas opiniões. O “ativismo hashtag”, embora não seja tão novo, vem ganhando força à medida que as pessoas tenham acesso à internet e redes sociais.

ESTÁ NO MEU DNA: A crescente curiosidade das pessoas sobre sua composição genética – que os fazem tão especiais – e a busca por personalização dos produtos e serviços de saúde e beleza estão alimentando a demanda por kits de DNA domésticos. Os consumidores-alvos vão desde aqueles que se preocupam com seu bem-estar até os que buscam entender suas origens e os fanáticos por nutrição e vida fitness.

EMPREENDEDORES ADAPTATIVOS: Buscam mais flexibilidade e estão preparados para assumir riscos. Os "millennials" particularmente possuem uma natureza empreendedora, deixando de lado a rotina “das 9 às 17h” e buscando uma carreira que ofereça mais liberdade.

VEJO DO MEU QUARTO: Em 2018, percepção e realidade se conectam, mesclando imagens digitais com o espaço físico. Consumidores poderão visualizar os produtos antes de comprá-los, seja nas lojas físicas ou pelo e-commerce. A sofisticação dos celulares abriu portas para mais funcionalidades, envolvendo a tecnologia de Realidade Aumentada.

CONSUMIDORES DETETIVES: Com maior agitação política em 2017, a crise de confiança dos consumidores está aumentando e gerando maior envolvimento emocional e ações por parte deles, que continuam céticos quanto aos produtos de massa e às motivações das empresas por trás desses produtos. Cansados de ouvir retóricas vazias e palavras tranquilizadoras, buscam conhecer os detalhes sobre a produção e distribuição dos itens.

CO-HABITAÇÃO: A tendência de co-living floresceu entre os "millennials" e entre os consumidores acima dos 65 anos.  É uma maneira de se viver onde as pessoas dividem uma habitação e compartilham os mesmos interesses e valores. Essa tendência nasceu nos centros urbanos que abraçaram a economia compartilhada como um estilo de vida.

DESIGNERS DIGITAIS: O desejo de alcançar a verdadeira autenticidade está impulsionando a personalização, transformando os consumidores em criadores, permitindo que eles participem do processo de design e produção daquilo que compram.

OS SOBREVIVENTES: Dez anos após a crise de crédito, que anunciou o início da Grande Recessão, a mentalidade frugal dos consumidores permanece inalterada. Apesar de as economias terem melhorado, com aumento da renda e queda do desemprego, a disparidade entre o rico e o pobre segue muito visível. Aqueles que se encontram presos entre os baixos salários, escassos benefícios governamentais e os altos custos de vida continuam lutando para lidar com a austeridade.

Fonte: EuroMonitor Internacional.